segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brincadeiras e cantigas

Histórias para Crianças

OS TRÊS PORQUINHOS
Joseph Jacobs
Era uma vez três porquinhos. Um deles era trabalhador e inteligente, enquanto os outros dois eram preguiçosos que só vendo. Só queriam saber de brincar, cantar e dançar. Cada um construiu uma casa. Para não perder muito tempo e voltar logo à boa vida, um dos porquinhos preguiçosos fez sua casa de palha. O outro porquinho preguiçoso fez a dele com gravetos pelo mesmo motivo. Assim que acabaram o serviço, os dois se encontraram e começaram a cantar e dançar. O porquinho inteligente fez a dele de tijolos. Deu um baita trabalho e ele gastou um tempão para terminar o serviço, mas valeu a pena. Quando ficou pronta, a casa era bem sólida e segura. Ele fez até uma lareira para enfrentar o frio do inverno. Certa noite, o Lobo Mau apareceu e bateu na porta da primeira casa, que era a de palha. Como o porquinho não abriu, ele encheu os pulmões de ar e deu um belo assoprão. A casinha foi para o alto e o porquinho fugiu para a casa de gravetos. Na noite seguinte, o Lobo Mau voltou e bateu na porta da casa de gravetos. Os dois porquinhos ficaram tremendo de medo e não abriram. O lobo então deu um assoprão e a casa foi aos ares. Os porquinhos correram para se esconder na casa de tijolos. O lobo voltou e pediu que abrissem a porta. Como os porquinhos não obedeceram, ele assoprou, assoprou, assoprou, mas a casa continuou no mesmo lugar porque era de tijolos. O lobo não desistia fácil, então pegou uma escada e tentou entrar pela chaminé. O que ele não esperava era cair num caldeirão de água fervendo. Deu um baita pulo e fugiu a mil por hora para a floresta. Nunca mais apareceu por ali e os porquinhos viveram felizes para sempre juntos na casinha de tijolos. 

O PATINHO FEIO
Hans Christian Andersen

Faltava apenas um ovo se quebrar para dona Pata deixar o ninho e passear pela fazenda exibindo orgulhosa os seus filhotes. Depois de muito esperar, o ovo finalmente se partiu e de dentro dele saiu um pato feio e desengonçado. Dona Pata não conseguiu disfarçar sua decepção. Os outros filhotes caíram na risada. Eles eram fofinhos e de plumagem amarela, enquanto o irmão parecia um monstrengo cinzento. Não demorou para que ele virasse motivo de riso entre todos os animais da fazenda. Não agüentando mais tanta humilhação, o patinho feio saiu pelo mundo. Não adiantou muito fugir. Todos que encontrava pelo caminho riam de sua feiúra. Depois de muito andar, ele resolveu se esconder em um casebre caindo aos pedaços. Lá morava uma velhinha com seu gato e uma galinha. Ela deixou o patinho ficar porque achou que ele podia ser uma pata e botar ovos. O gato e a galinha, porém, não davam sossego a ele. Achavam um absurdo ele não saber ronronar nem pôr ovos. Depois de algumas semanas, vendo que ali não faria amigos, o patinho feio partiu. O tempo passou e, quando chegou a primavera, o patinho viu um bando de cisnes nadando no lago. Ficou pensando como seria maravilhoso ser igual àquelas aves belas e elegantes. Foi bem nessa hora que reparou em sua imagem refletida na água do lago. Levou um grande susto. Não era mais aquele patinho feio e desengonçado. Jamais havia sido um pato. Era um filhote de cisne que agora tinha se transformado em uma ave de pescoço longo e magnífica plumagem. Havia encontrado a sua turma. Ele então se juntou ao bando todo feliz mas não orgulhoso, pois um bom coração não sente orgulho.
O GATO DE BOTAS
Charles Perrault
 
Um velho moleiro, percebendo que não viveria muito tempo, resolveu repartir o que tinha entre seus três filhos. Ao mais velho deu o moinho. Ao filho do meio deu o burro. O filho mais novo ficou com o gato. O rapaz ficou bem decepcionado sem saber o que faria com um gato vira-lata. Imagine qual não foi sua surpresa quando o gato lhe disse:
Meu amo, compra-me um par de botas e um saco que eu mostrarei que sou mais útil do que um moinho ou um burro.
O rapaz assim o fez. O gato calçou as botas, pôs o saco nas costas e saiu mundo afora. No meio do caminho, usou o saco para caçar um coelho e foi até o castelo do rei. Deu um jeito de chegar até a sala do trono e disse:
Meu senhor, o Marquês de Carabás, mandou que eu lhe entregasse esse presente.
O rei, que era bem guloso, deu pulos de alegria e mandou agradecer a gentileza. No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como mais um presente do Marquês de Carabás. O rei ficou tão contente que resolveu agradecer pessoalmente a gentileza. Entrou em sua carruagem e, acompanhado pela princesa, foi ao encontro do tal marquês. O gato de botas disparou na frente e disse ao amo:
Venha comigo e mostrarei um lugar onde poderás tomar um belo banho de rio.
Ele levou seu dono a um ponto onde logo passaria a carruagem real. Pediu ao rapaz que se despisse e escondesse suas roupas antes de entrar na água. Quando a carruagem se aproximava, o bichano se pôs a gritar:
Socorro! Socorro!
O rei mandou parar a carruagem e perguntou o que estava acontecendo. O gato disse então que ladrões perigosos haviam roubado a roupa do Marquês de Carabás. O rei mandou que seus pagens fossem buscar as mais belas roupas que encontrassem. Não demorou e os pagens estavam de volta. O rapaz vestiu as lindas vestimentas e ficou tão bonito que a princesa se apaixonou na mesma hora. O rei convidou o jovem para seguirem juntos na carruagem. O gato, porém, corria na frente obrigando os camponeses a dizer que todas as plantações do caminho eram do Marquês de Carabás. O rei ficou impressionadíssimo com a riqueza do moço. O gato de botas chegou enfim ao castelo de um ogro e foi logo desafiando a horrenda criatura. Perguntou se era verdade que ele podia se transformar em qualquer animal. Para provar do que era capaz, o ogro na mesma hora se transformou num leão. O gato de botas disse então que aquilo era fácil de fazer mas que duvidava que ele fosse capaz de se transformar num minúsculo camundongo. O ogro não pensou duas vezes. Assim que virou um camundongo, o gato saltou sobre ele e o devorou. Foi o tempo de limpar os bigodes e descer até o portão do castelo, pois naquele momento chegava a carruagem real. Foi logo dizendo:
Vossa Majestade, seja bem-vinda ao palácio do marquês de Carabás!
Sem perda de tempo, o gatinho foi até a cozinha e mandou que preparem um magnífico banquete. Durante a comilança, o rei notou a troca de olhares entre o jovem e a princesa. Como o rapaz não se declarava, o rei achou por bem facilitar as coisas dizendo:
Por que não pedes a mão de minha filha?
Não demorou para que o casamento fosse realizado com todas as pompas. O gato assistiu à cerimônia de botas novas e vestindo uma roupa toda bordada de ouro. Daí em diante, todos viveram felizes para sempre.
OS MÚSICOS DE BREMEN
Irmãos Grimm
Era uma vez um burro que, cansado de receber maus-tratos de seu dono, resolveu fugir para a cidade de Bremen e lá se tornar um músico. No meio do caminho, encontrou um cachorro. O bicho estava muito assustado e contou que havia fugido de casa porque seu dono queria matá-lo só porque estava velho demais para caçar. O burro convidou-o então para seguirem juntos até Bremen, onde poderiam formar uma banda. O cachorro topou na mesma hora. Mais adiante, eles encontraram um gato sentado à beira da estrada. O bichano contou que sua dona havia tentado afogá-lo porque estava velho demais para caçar camundongos. Eles convidaram o gato para seguir com eles até Bremen e lá foram os três pela estrada. Foi aí que o trio topou com um galo. Ele contou que também havia fugido de casa porque a cozinheira queria torcer seu pescoço para fazer uma canja. O burro, o cão e o gato o convidaram para seguir com eles até Bremen. O galo logo se juntou ao grupo. Caminharam durante todo o dia e quando a noite chegou resolveram descansar. O galo subiu no alto de uma árvore e viu ao longe uma janela iluminada. Foram até lá. Era um esconderijo de ladrões, que naquele momento estavam jantando. O cachorro pulou nas costas do burro, o gato subiu em cima do cão e o galo empoleirou-se na cabeça do gato. Chegaram a janela e começaram a cantar. O burro zurrou, o cachorro latiu, o gato miou e o galo cocoricou. Os ladrões tomaram um baita susto e saíram correndo. Os bichos entraram na casa e se acomodaram para dormir. Quando deu meia-noite, os ladrões mandaram um deles até a casa para ver se já podiam voltar. Como estava tudo muito escuro, o homem resolveu acender um fósforo. Vendo os olhos faiscantes do gato, pensou que fossem brasas. Quando aproximou o fósforo, o gato saltou sobre ele e começou a arranhá-lo. O bandido fugiu apavorado, mas, assim que passou pela porta, o cão mordeu sua perna. No jardim, tomou um belo coice do burro. No alto do telhado, o galo começou a cacarejar a todo pulmão. O bandido disparou e, quando chegou até onde estava o seu bando, contou que uma bruxa de olhos vermelhos e unhas compridas havia arranhado seu rosto, uma fera havia mordido sua perna, um monstro o golpeara com um porrete e outro gritava sem parar no telhado. Os ladrões nunca mais voltaram à casa e os quatro músicos de Bremen puderam ensaiar ali à vontade.

Patrícia



A Animadora Cultural Patrícia Dias, preparando aluna para entrar em cena. Na abertura dos Jogos Estudantis das Escolas municipais de Campos dos Goytacazes.

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE ABRIL DE 2011

Dinâmica de grupo

Dinâmica de grupo com os professores da escola, socialização, trabalho em equipe e integração.

Início do Ano letivo

Cantigas de Roda

Capelinha de melão

Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João! 

Caranguejo 

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!

Atirei o pau no gato

Atirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau! 

Ciranda cirandinha

Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Por isso, D. Fulano entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá-se embora
A ciranda tem tres filhas
Todas tres por batizar
A mais velha delas todas
Ciranda se vai chamar

Escravos de Jó 

Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.
  

Cordel da Mana Chica


Segundo Orávio de Campos
Professor e pesquisador,
da região do Caboio
Surgiram modinhas de dor.
Da  beirada do mar,
 Até as divisas do reino
É branco, é preto a sonhar

Versos colhidos por Alberto Lamego
no Solar da Planície dos Airizes
Mariana Francisca
é daí que vem as raízes,
é de lá que vem o canto
é um sonho,um encanto

 Mana Chica moça bonita
 emérita dançadeira.
Cantigas e modas de amar
Pra cantar a noite inteira
 e  da senzala nem precisa falar
o negro faz a quizombeira.

É semelhança incrível
com as da quadrilha do branco
o diferente está no ritmo
Diabóli-camente irresistível
Frente a frente os pares se alinham
À Guiza de chocalhos, ressoam
como ásperos maracás.
Os cantadores abrem a cantinela
Os olhos do branco grudam
 na carne preta dela

Aí vem a Mana Chica, mana chica do caboio,
Melodia charmosa, chorosa e envolvente.
É mistura de gargalhada e lamento
Com o compasso quente
É à força da criação festiva
dos extratos sociais
É cultura realmente

É o canto do canto
 mais baixo da sociedade de então
É a marcha inculta do operário agrícola!
Do nego, da nega que dança.
Que amansa o labutar nos canaviais
É o choro cantado que avança

E para o campista saber
Isso é nossa cultura de raiz
É conhecendo seu passado
que o homem vive feliz
Lagoa de cima, lagoa feia.
É o Rio Paraíba no Fado.

Ai vem a mana chica
mana chica vou cantar
Giro danço bato palmas
e  minha cidade a encantar.
Pra você que ta me ouvindo
 Cante para reviver
E assim vou me despedindo.
Salvadora Cruz


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